Passaram-se os anos e no frescor da juventude a jovem tornou-se afeita aos jogos, disputas e contendas, das quais saía sempre vencedora. Não demorou muito e a NOBRE GUERREIRA começou a trilhar os caminhos da fama. Porém entre tantas idas e vindas, começaram a surgir problemas e a linda amazona precisou consultar um oráculo. O adivinho, percebendo seu glorioso destino, se prontificou a ajudá-la e a aconselhou a fazer uma longa viagem rumo ao país dos Invisíveis. A DESTEMIDA tinha caminhos para o brilho, o sucesso e a fama, restava-lhe descobrir o melhor percurso. E ela começou a preparar-se para sua aventura maior.
Foram muitos os desafios impostos a ela. Ao cavalgar por uma longa estrada, passou a primeira, terceira... SETE ENCRUZILHADAS, e FRANCY, a JUSTA, deparou-se com um grande rio de águas revoltas. Era o Rio OBÁ. Estava feito, ela havia encontrado o seu lugar, tornaram-se unos ela e o rio, ali começou a construir sua definitiva morada, um belo e sólido castelo ao qual deu o nome OLOIOBÁ e dali fez-se RAINHA.
Lá a SOBERANA acolheu, acalentou, amamentou, abrigou, protegeu e orientou quantos dela precisaram, e não foram poucos. Reinava com pulso forte, senso de justiça e sapiências raras. De lá fez história, socializou conhecimentos, lançou por terra falsos mitos, viveu anos de glória, bem menos que os merecidos ante seus feitos. Porém, como questionar os desígnios dos deuses? Não nos cabe discutir o que está determinado por eles para acontecer, resta-nos aceitar e tentar entender. Havia chegado a hora de a IYALORIXÁ galgar outra dimensão, fora chamada a integrar o grupo das grandes mães ancestrais, todas AVES MÃES, e ela partiu na forma de uma alegre JURITI.
Por Lino Martins
1 comentários:
Este texto foi escrito para homenegear a mais ilustre das Iyalorixás do estado do Ceará, Francisca Maria da Justa Teixeira (in memoriam), fundadora do Ilê Axé Oloiobá.
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